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As lições dos melhores sistemas educacionais do mundo

Como Finlândia, Polônia e Coreia do Sul superaram o desafio da educação? Como seus alunos se tornaram tão inteligentes a ponto de serem considerados os melhores do mundo?

Instigada por essas e outras questões, a jornalista e escritora americana Amanda Ripley decidiu investigar o assunto e visitou os três países acima em busca de respostas. O resultado desta jornada está registrado no livro As Crianças Mais Espertas do Mundo, que foi lançado nos Estados Unidos em 2013. O objetivo de Ripley era entender como funcionam os melhores sistemas de educação e que lições podemos aprender a partir dessas experiências.

Eis algumas constatações da escritora:

  • Apesar das diferenças culturais, os melhores sistemas do mundo têm mais pontos em comum do que diferenças: bons professores, disciplina, currículo e foco no estudo.
  • Os países decidiram levar a educação a sério. Todos são cobrados pelos resultados: alunos, professores, diretores e autoridades.
  • O foco está no essencial e há poucas distrações. Tecnologias como computadores e tablets, por exemplo, não fazem parte da receita de sucesso.
  • As culturas mudam: há algumas décadas, a Coreia exibia índices tenebrosos de analfabetismo. Nos anos 1950, na Finlândia, apenas 10% dos jovens se formavam no Ensino Médio. Autoridades e sociedade decidiram que era hora de mudar.

Sobre suas conclusões, Amanda Ripley concedeu recentemente uma entrevista ao canal americano PBS. “Eu queria entender como esses países, sobre os quais ouvimos tanto falar, chegaram lá porque eles nem sempre foram tão bons assim”, disse a escritora.

“Todos eles decidiram que precisavam ser rigorosos com todo mundo: professores, alunos e todos os demais envolvidos. Uma vez decidido isso, faz sentido fechar as faculdades de pedagogia e reabri-las dentro das melhores universidades do país. Também faz sentido exigir mais dos alunos e oferecer a eles conteúdos mais desafiadores.”

Para selecionar os países que fariam parte da sua pesquisa, Ripley se debruçou sobre o Pisa, a avaliação internacional da OCDE aplicada a jovens de 15 anos de todo o mundo. “Gosto do Pisa porque ele não mede a habilidade de memorizar conteúdos, mas a capacidade de resolver problemas. Hoje em dia é muito fácil encontrar informação. O difícil é fazer algo útil com ela.”

Para assistir à entrevista completa de Amanda Ripley, clique no vídeo a seguir. O material está disponível apenas em inglês:

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