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Teresina alfabetiza 84% dos alunos do 1º ano da rede pública municipal

Notabilizada por seus resultados na última edição da Prova Brasil, quando ficou em 1º lugar dentre as capitais brasileiras no 5º e 9º ano do Ensino Fundamental, Teresina desponta também como caso de sucesso no campo da alfabetização. De acordo com avaliações realizadas pelo Instituto Alfa e Beto com 5042 alunos (78% do total) de 120 escolas da rede pública municipal da capital piauiense, a taxa de alfabetização ao final do 1º ano do Ensino Fundamental foi de 84%.

Para o secretário de Educação de Teresina, Kleber Montezuma, o progresso dos resultados na alfabetização nos últimos cinco anos está intimamente ligado à adoção dos programas e materiais do Instituto Alfa e Beto. “Percebemos que, com o apoio de parceiros como o Instituto Alfa e Beto, poderíamos avançar mais. Foi uma decisão pedagógica e política acertada”, avalia Montezuma.

O secretário de Educação – que está no cargo desde 2013 e havia chefiado a pasta entre 2001 e 2004 – conta que conheceu o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira, em 2000, antes mesmo da criação do Instituto. Segundo Montezuma, em 2013, 48% dos alunos do 1º ano da rede municipal eram alfabetizados no 1º ano, e no 3º ano, a taxa de alfabetização ficava entre 68% e 70%.

A coordenadora de alfabetização do município, Carmem Portela, conta que, desde o ano passado, o Programa de Alfabetização do Instituto Alfa e Beto passou a fazer parte do “Alfabetiza Teresina”. A iniciativa tem como objetivo alfabetizar todas as crianças já no 1º ano. Segundo Carmem, o projeto é realizado em regime de colaboração com as escolas “Temos três pilares: avaliação, monitoramento e formação dos professores e dos assistentes de alfabetização. Para alcançar os resultados desejados, reorganizamos e redefinimos o nosso planejamento e realizamos as capacitações”, explica. “Todo o material do 1º ano nas escolas de Teresina é do Instituto Alfa e Beto. Também é aplicado o teste de fluência de leitura dos alunos. Na formação dos assistentes de alfabetização utilizamos as orientações sobre da consciência fonêmica, presentes no material do Instituto Alfa e Beto. Ou seja, o programa do Instituto perpassa todos os momentos da sala de aula”, detalha a coordenadora.

Diretora da Escola Municipal Professor João Porfirio De Lima Cordão de 2012 a 2018, Regina Soares de Amorim fala sobre a implementação do cronograma do programa no dia a dia da sala de aula. “A rotina é uma das coisas mais importantes. A metodologia do Instituto Alfa e Beto é importante também para a organização do trabalho e para o planejamento do professor. Com o cronograma bem definido, conseguimos seguir uma rotina. Como os professores participam de reuniões do instituto a cada 15 dias, eles já chegam com essa programação pronta”, relata.

Outro ponto que chama a atenção da ex-diretora é o desenvolvimento da consciência fonêmica, trabalhada pelo programa desde o jardim II. “Os alunos estão chegando da educação infantil muito preparados. No decorrer do 1º ano, uma das coisas mais interessantes é a leitura. Quando o aluno pega o ritmo, ele lê de carreirinha, sem gaguejar. E isso é muito bacana de acompanhar”, destaca.

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, destaca, ainda, como fator de sucesso o comprometimento da equipe de Educação no município. Ele aponta também que o alto nível de alfabetização na capital tem relação com a continuidade dos projetos. “É isso que dá resultados. Na educação, os resultados não acontecem de um dia para o outro. É com persistência e foco que atingimos as metas”, ressaltou. Firmino Filho diz que outros municípios notaram os resultados alcançados por Teresina e tem enviado equipes para conhecer os programas implementados na capital do estado.

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