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A pergunta central do seminário é: a pedagogia faz diferença?
A resposta é SIM e muita. O desafio é saber o que é pedagogia e o que a evidência sobre pedagogia tem a nos dizer para melhorar as práticas na sala de aula.
Os temas e conferencistas
Para responder a essa pergunta, o Instituto Alfa e Beto convidou quatro dos mais renomados especialistas em suas áreas. Clermont Gauthier, da Universidade de Laval, no Quebec, que se dedica à análise da evidência científica sobre o que funciona na sala de aula. José Morais, da Universidade de Bruxelas, especialista em alfabetização. Roger Beard, da Universidade de Londres, especialista em ensino de língua materna e formação de professores. Nuno Crato, Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, e que além de matemático também se dedica a questões de divulgação científica e ensino dessa disciplina.
O que há de novo
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Foi-se a era dos grandes teóricos e suas propostas abrangentes - Montessori, Freinet, Skinner, Vygotsky, Piaget e tantos outros deixaram suas marcas. Mas a ciência evolui. O conhecimento sobre o que funciona em educação é mais profundo, mais complexo, mas também é mais fragmentado.
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Para saber se algo funciona em educação não basta citar os grandes autores: é preciso apresentar a evidência. E a evidência que conta, entre os especialistas, são estudos empíricos que testam se as teorias funcionam, no laboratório e na sala de aula.
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Educação baseada em evidências é o termo que reúne os cientistas da educação com formação científica. As regras para coleta de evidências são as regras do método científico. As pesquisas seguem determinados critérios, as publicações são submetidas a comitês editoriais. A evidência é cumulativa. "O que funciona" é sempre relativo ao conjunto de evidências que vão se acumulando a favor ou contra determinadas intervenções. Uma técnica estatística - denominada de meta-análise - permite comparar estudos diferentes para dirimir a questão sobre o que é e o que não é eficaz.
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A "educação baseada em evidências" permite responder perguntas como: qual método é mais eficaz do que outro? Em que circunstâncias? Existe vantagens de usar uma abordagem pedagógica vs. outros? O que funciona com a maioria dos professores na disciplina x ou y? Qual é mais eficaz no ensino da matemática, usar exemplos contextualizados ou esquemas mais abstratos? Também permite responder a respeito das técnicas mais eficazes para ensinar sintaxe ou porque os métodos fônicos sintéticos são os que dão melhores resultados.
Que contribuição esperar do Seminário
Ao convidar alguns dos mais renomados especialistas na área, o IAB pretende oferecer à comunidade acadêmica, autoridades educacionais e professores uma esperança. Para tanto espera que o seminário contribua para:
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Promover o resgate da pedagogia, da tradição pedagógica (não da pedagogia tradicional) e de sua importância na formação dos professores e nas práticas da sala de aula.
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Elevar o nível do debate educacional, estabelecendo a evidência científica - e não a autoridade dos autores famosos - como critério para discussões.
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Estimular sistemas de ensino, instituições formadoras a se aproximar do "estado da arte" e se beneficiar do conhecimento científico acumulado ao longo das últimas décadas no que se refere:
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ao que deve ser ensinado (currículos, programas)
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à importância de entender corretamente o papel da escola, da pedagogia, do professor e do ensino
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às estratégias pedagógicas mais adequadas para lidar com situações como a do Brasil, em que a grande maioria dos professores não se beneficiaram de uma formação básica e profissional adequadas.
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a informações concretas sobre métodos mais eficazes nas áreas de alfabetização e ensino de matemática e da língua materna nas séries iniciais.
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