Outubro/2007 – Educação Infantil

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Realizado pelo IAB em parceria com a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e a Confederação Nacional do Comércio.

O campo das políticas públicas de Educação Infantil, especialmente da Primeira Infância, é relativamente recente. No entanto, a explosão dos conhecimentos sobre o desenvolvimento humano, a importância crescente dos países em cultivar os seus cérebros e os desafios cada vez maiores de suprir as necessidades das crianças e suas famílias apontam para a importância de políticas dessa natureza para um país como o Brasil.

Os artigos apresentados neste Seminário refletem o estado da arte sobre o tema e apresentam algumas das melhores práticas que vêm sendo desenvolvidas no âmbito dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), notadamente Inglaterra, França, países nórdicos e Estados Unidos. Os estudos de caso apresentados sugerem algumas lições da experiência de outros países que podem nos ajudar nesse processo, entre elas:

  • As políticas de atendimento a Primeira Infância devem ter em mente a família, e não apenas a criança.
  • As variáveis que mais afetam as condições para o desenvolvimento saudável da criança são de natureza macroeconômica e têm a ver, sobretudo, com as condições de pobreza, infraestrutura e saneamento, políticas de saúde e habitação, e políticas de emprego.
  • As políticas mais diretamente voltadas para a criança têm efeito relativamente restrito e, em nenhuma circunstância, suprem ou tornam desnecessárias as políticas que afetam as condições de vida das famílias.

Os artigos sugerem também a importância de medidas de impacto indireto e de médio prazo. A mais sugestiva delas consiste em promover o envolvimento de jovens – especialmente do sexo feminino – em programas voltados para o atendimento a crianças e suas famílias. Esse envolvimento permitiria, de um lado, um apoio mais qualificado a famílias de baixa renda e nível de escolaridade. Como investimento de longo prazo, no entanto, propiciaria uma formação conceitual e prática para as futuras mães, o que poderá resultar em adiamento da gravidez juvenil e, sobretudo, em melhores cuidados com seus filhos.

A formação adequada das futuras mães em todos os aspectos da Educação Infantil constitui-se, seguramente, no maior investimento que o Brasil – ou qualquer país – pode fazer para assegurar uma chance de futuro para suas crianças.

 

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