A fragilidade do IDEB

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Motivado pelo artigo IDEB na lei?, escrito pelo professor José Francisco Soares, da UFMG, e publicado no site e blog do sociólogo Simon Schwartzman, o presidente do IAB, João Batista Araujo e Oliveira, escreveu a nota a seguir, também publicada por Simon Schwartzman em seu site:

Todos os que conhecem minimamente a Prova Brasil e o IDEB sabem de sua importância e do avanço que representou. Mas nem todos sabemos de sua fragilidade. Isso ainda é mais grave no caso da Provinha Brasil e do ENEM.  Em todas as provas há um problema de documentação insuficiente. No caso da Prova Brasil, há um problema grave de calibração dos itens, que fragiliza e ameaça a comparação das Provas. Até hoje, que eu saiba, ninguém soube explicar o aumento dos resultados de 2009.  No caso do IDEB, a ideia de que 6 pontos no IDEB equivalem à média dos países desenvolvidos é tão crível quanto os contos da Carochinha – mas todo mundo acredita nisso. No caso da Provinha Brasil e do ENEM inexiste validade de construto. E por aí vai.  Tendo em vista a virtual inexistência de pessoas formadas em psicometria entre nós, e os riscos dos consensos e pressões existentes nos relatórios de organismos internacionais, parece-me que a forma adequada de realizar uma auditoria técnica seria por meio da contratação direta de especialistas, que assinariam seus pareceres individualmente, com o peso de sua reputação.