Vamos disseminar o vírus da leitura

Nesse texto, publicado originalmente no blog Educação em Evidência, na Veja.com, o professor João Batista Oliveira fala sobre como podemos aproveitar esses tempos de quarentena para valorizar os livros e a leitura interativa com as crianças.

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A maior herança que podemos deixar para nossos filhos (e netos) é o gosto e hábito pela leitura. Em tempos de coronavírus, nada mais oportuno do que estimular pais, avós, tios e todos os que estão colaborando nos mutirões de apoio às famílias para tratar desse assunto.

São comprovadas as vantagens de habituar as crianças com livros e leitura desde o berço. Isso permite que associem o gosto pela leitura ao prazer de estar com um adulto querido. Por isso, falamos em “leitura desde o berço”. Desde cedo, a criança deve receber doses variadas de leitura ao longo do dia – nas brincadeiras da manhã, nas leituras associadas às rotinas do dia, nas leituras no sofá e, sem faltar, nas leituras na hora de dormir.

Há várias características de uma boa leitura interativa. É preciso explicar os adjetivos boa e interativa. A boa leitura inclui a vontade de ler, o envolvimento do leitor, a prosódia que reflete a interpretação da leitura com foco na criança. A leitura interativa merece maiores explicações.

A interação natural da criança com os livros é colocá-los na boca. Isso ela faz com qualquer objeto – a criança apreende o mundo pelos sentidos. A boca está associada à necessidade e prazer da alimentação. Se não for de comer, pode servir para lamber, mastigar… Enfim, a criança tem suas diversas formas de explorar novos objetos. Livros de pano, livros grossos com lados arredondados, tudo isso evita problemas e ajuda a aproximação da criança com o livro.

Texto publicado por João Batista Oliveira no Blog “Educação em Evidência”, na Veja.