Participantes dos cursos da Plataforma Alfa e Beto de Ensino à Distância podem acumular pontos que serão convertidos em cestas básicas a serem distribuídas para cinco instituições selecionadas

Quanto maiores o esforço e a dedicação dos alunos aos cursos, mais pessoas carentes poderão receber alimentos na forma de cestas básicas.

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Plataforma Alfa e Beto de Ensino à Distância

Participantes dos cursos da Plataforma Alfa e Beto de Ensino à Distância (EAD) podem acumular pontos que serão convertidos em alimentos. O objetivo da campanha promovida pelo Instituto Alfa e Beto é dar oportunidade aos alunos de transformar o esforço em comida para pessoas carentes nesses tempos difíceis de pandemia da covid-19.

Como funciona a campanha? Cada teste feito pelos alunos ao longo do curso vale um ponto para quem obtiver nota abaixo de 70; 1,2 ponto para quem tirar entre 70 e 79; 1,4 para quem tirar entre 80 e 89; e 1,6 para quem tirar entre 90 e 100. Ou seja, melhor desempenho nas provas eleva a pontuação. De acordo com as regras da campanha, cinco pontos valem um quilo de alimento. Assim, uma pessoa que somar 10 pontos ao longo do curso estará automaticamente contribuindo com dois quilos.

“Se todos derem o máximo de si, poderemos, ao final dos cursos, distribuir até seis toneladas de alimentos”, diz Leonardo Gomes, diretor-executivo do Instituto Alfa e Beto.

No painel do aluno na Plataforma Alfa e Beto de Ensino à Distância (EAD), é possível acessar os testes realizados, as notas obtidas e os pontos acumulados. Ao final do curso, os alunos receberão um formulário e escolherão entre uma dentre cinco instituições selecionadas para receber as cestas básicas. Conheça agora as cinco instituições:

Associação ABALE

A Associação Batista Livre de Ensino (ABALE), sediada em Uberlândia, Minas Gerais, é uma instituição sem fins lucrativos criada com o propósito de fomentar e promover iniciativas de cunho educacional, social, assistencial, cultural, artístico e humanitário.

Atualmente, a Instituição oferece cursos regulares sobre ensino teológico, além de  fornecer alimentos, medicamentos, roupas e material escolar para famílias carentes do município. As ações organizadas pela Associação são realizadas por meio de doações voluntárias, portanto, a ABALE está arrecadando fundos para viabilizar uma escola destinada ao ensino infantil e fundamental. A Associação também pleiteia implementar cursos profissionalizantes nas mais variadas áreas, voltados especialmente para jovens e adultos, ambos no formato presencial e à distância.

Casa de Hospedagem Betesta

Desde novembro de 1995, a Casa de Hospedagem Betesta, sediada na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, atua com o propósito de acolher mulheres de baixa renda residentes de outras cidades que traziam seus filhos para serem tratados nos Hospital de Clínicas – UFU, do Hospital do Câncer e do Hospital e Maternidade Municipal, localizados em Uberlândia. 

A iniciativa foi da médica pediatra Dra. Vânia Steffen Abdallah, que acompanhava a aflição das mães diante da falta de terem onde se hospedar durante a internação e tratamentos de suas crianças.

A Casa de Hospedagem Betesta oferece para suas hóspedes quatro refeições diárias, atendimento psicossocial, área de serviço com máquinas para lavar roupas, quartos, banheiros com chuveiros, ou seja, toda a estrutura necessária para que permaneçam na cidade de Uberlândia enquanto precisarem acompanhar o tratamento dos filhos.

Apesar de apenas mulheres e crianças possam dormir na Instituição, os homens e meninos acima de 11 anos podem utilizar o espaço durante o dia, inclusive fazer as refeições. Só não é permitido o acesso à área dos quartos.

Desde de 2011, a Instituição, que já  atendeu mais de 100 mil pessoas, funciona sem sede própria e depende de doações para continuar oferecendo suporte às mulheres.

Casa Santa Gemma Galgani 

A Casa Santa Gemma Galgani foi fundada em 2003 com o propósito de acolher pessoas em situação de rua. Localizada em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, a instituição oferece alimentação, higiene pessoal e cuidados médicos e terapêuticos às pessoas que vivem em situação de rua.

A Instituição conta com quatro voluntários que atuam na sede e cerca de cem que, por meio da “pastoral de rua”, atuam nas ruas. O objetivo das atividades da “pastoral da rua” é oferecer cuidados mais imediatos, como por exemplo, alimentação e conhecer quais são as demandas das pessoas que estão vivendo em situação de rua. Após esse primeiro contato, os voluntários encaminham essas pessoas à Casa e passam a trabalhar para que suas necessidades sejam supridas.

Jack Albernaz, fundador e voluntário da Casa Santa Gemma, afirma que, dentre tantas necessidades que são apresentadas, já providenciaram até mesmo o sepultamento para um morador de rua que chegou até a instituição em estado grave de saúde. 

Além das atividades da “pastoral de rua”, os moradores de rua podem chegar à Casa por indicação de outras pessoas e por vontade própria. “Recebemos ligações pedindo para buscarmos pessoas em determinado endereço, os moradores de rua vem até nós, ou a gente acaba encontrando eles na rua e trazemos para cá”, explica Albernaz.

No momento da acolhida, no entanto, as pessoa não chegam a entrar na Casa se estiverem em estado de uso de álcool e drogas. Segundo Albernaz, isso acontece porque a instituição trabalha para que os moradores de rua que foram acolhidos abandonem o vício e vestígio de álcool e drogas podem fazer que tenham uma recaída.

Projeto Pequenos Guerreiros

As primeiras ações do projeto Pequenos Guerreiros foram  em outubro de 2014 e a ideia era proporcionar às crianças em tratamento contra o câncer o sentimento de que poderiam, de fato, terem uma vida social, facilitando à criança enferma, de forma lúdica, a expressão e compreensão de suas necessidades, sejam elas físicas ou psicológicas.

Hoje em dia, o projeto passou a auxiliar também crianças portadoras de doenças raras e a acolher todos os familiares, promovendo o bem-estar durante o tratamento e levando conforto emocional para as crianças e seus núcleos familiares.

Dentre as atividades promovidas pelo projeto Pequenos Guerreiros, está promover encontros das crianças em tratamento fora do ambiente hospitalar, integrá-las à sociedade e buscar a realização de sonhos, por meio de parcerias e incentivo social.

Nesse sentido, as ações promovem o encontro entre as crianças enfermas e seus familiares, e amigos que auxiliam na realização de sonhos. Além disso, o projeto acolhe crianças e familiares em tratamento visando o envolvimento e humanização da sociedade que estão em contato direto ou indireto com a realidade diária dessas crianças, assim como o fortalecimento dos familiares que, muitas vezes, desconhecem as fases e procedimentos do tratamento.

Grupo Semente Esperança

A Associação Grupo Semente Esperança atende cerca de 620 pacientes em tratamento oncológico, que são encaminhados do Hospital do Câncer de Uberlândia, via Secretária de Saúde de Araguari (MG).

O trabalho da associação é totalmente voluntário e inclui a venda de artesanatos confeccionados no local, apoio psicológico, distribuição de cestas básicas e doação de fraldas e medicamentos.

O objetivo das ações é apoiar os pacientes em situação de vulnerabilidade, integrando-os à comunidade. Para atrair fundos, o Grupo Semente Esperança está solicitando doações através de eventos on-line como a “Campanha Solidária Mão Amiga”, que realizou a entrega de 2,5 toneladas de alimentos (120 cestas básicas), 420 litros de suco e 180 litros de leite.