Salman Rushdie e a fragilidade da liberdade

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Ataque a Salman Rushdie
Com a cabeça a prêmio desde 1989, escritor é esfaqueado por extremista islâmico

A covarde agressão ao escritor Salman Rushdie dentro de uma instituição dedicada a acolher escritores refugiados é refletida em novo post do professor João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, em sua coluna “Congresso em Foco” (UOL).

O especialista analisa esse ataque como uma incursão à liberdade de expressão, ambição frágil que só consegue germinar mediante a existência da democracia, civilidade e vigilância permanente.

“A agressão – em casos como esse – não se limita ao indivíduo. É uma agressão à literatura, em geral. E, mais profundamente, é uma agressão à liberdade de expressão. Aqui entramos na questão de fundo: há limites para a liberdade de expressão?”, indaga João Batista ao se referir ao autor de “Versos Satânicos”, obra que critica o regime teocrático, suas interpretações e desvios de rota, considerada ofensiva ao Islã.

João Batista atenta para a questão da intolerância religiosa que vem se tornando cada vez mais acentuada a ponto de linchar e excluir as pessoas. Parte da liberdade envolve assumir os riscos que dela decorrem. E a condição para manter a liberdade é saber conviver com pessoas que pensam de forma diferente da nossa.

De acordo com o professor, o primeiro livro que Salmon Rashid publicou logo depois de “Versos Satânicos” foi uma obra-prima sobre o poder da palavra onde descreve a perigosa aventura de ir em busca das palavras. As palavras que se desdobram em fantasias e se transformam nas histórias. Histórias que representam o triunfo da liberdade, a alegria de contá-las e o prazer de ouvi-las.

“É preciso que as palavras sejam acolhidas – mesmo quando expressadas de forma inadequada. Expressadas com prudência e medida. Mas acolhidas, cada vez mais, com tolerância”, ressalta.

João Batista conclui que nem só de religião se nutre a intolerância enfatizando a péssima influência do governo nessa mistura. “Governo dá poderes e força que a religião não deve possuir”, afirma. O especialista ainda nos mostra como a Inglaterra e os Estados Unidos conseguiram solucionar esse problema de uma forma mais adequada que a França.

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