“Presidenciáveis e a educação”

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Em artigo publicado hoje, dia 9 de setembro, no jornal O Estado de São Paulo, o professor João Batista Oliveira compara os planos de governo dos presidenciáveis no que diz respeito à educação. Confira os principais trechos!

 

Educação e formação de capital humano

“Nenhum candidato situa a educação no centro da política econômica, como pilar para a formação de capital humano”. “A educação é o pilar da formação de capital humano mas a ficha ainda não caiu – nem mesmo entre os economistas que lideram esse plano”.

Quem chegou mais perto foi a candidata Tebet, com clara sinalização de que entende a necessidade de política robusta para a Primeira Infância – muito além da questão das creches, comenta Oliveira.

Ensino Médio

“É preciso alterar a legislação, reconhecer a especificidade do ensino médio, alterar a avaliação, estimular a participação do setor privado, articular com políticas de 1º emprego. Essa área é crucial, e está emperrada há 5 anos – boas intenções não irão alterar o cenário, muito menos tentar implementar o novo ensino médio tal qual previsto na atual legislação”.

Alfabetização

“Falar em alfabetizar no 2º ano da escola é como vender produtos perecíveis com prazo de validade vencido. Não é com esse tipo de ideia que se faz uma revolução na educação”.

Propostas com potencial transformador

“Apenas um candidato, Luiz Felipe d’ Ávila apresentou, dentre 13 conjuntos de propostas concretas para a atuação do governo federal na educação algumas que possuem potencial transformador:  usar mais incentivos, menos planos infalíveis; dinheiro para apoiar o que funciona, com evidências. Refazer a BNCC, sem a qual não há avanço possível. Elevar o nível de entrada para futuros professores. Facilitar acesso dos pesquisadores às bases de dados do MEC – o que é essencial para qualificar o debate. Reformular a governança das universidades públicas. Criar estímulos eficazes para promover a competitividade internacional da produção científica. Temos aqui um plano com foco e estratégias com potencial para mudar o Brasil e fazer a educação avançar”.

Esperança

“Resta esperar pelos planos dos governos estaduais. Diferentemente do governo federal, governadores estão mais próximos do mundo real, pois precisam operar escolas. Quem sabe teremos surpresas por aí?”

Confira o artigo completo abaixo!