O fim da meritocracia na educação e na sociedade

Há problemas com o conceito de igualdade, como há problemas com o conceito de meritocracia

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A polêmica entre meritocracia, igualdade e diversidade dentro da educação e da sociedade integram a nova análise do presidente do Instituto Alfa e Beto, o professor João Batista Araujo e Oliveira, para a coluna “Congresso em Foco”, do Uol. Já que não vivemos em uma sociedade que oferta as mesmas oportunidades de forma unânime a todas as pessoas, a ideia da meritocracia evoca privilégio, discriminação e desigualdade, enquanto a diversidade se une à equidade.

Para o especialista, tanto a quantidade e a qualidade do talento de uma sociedade estão fortemente associados ao seu nível de desenvolvimento econômico e à predominância de valores democráticos. Embora haja incontáveis vantagens e virtudes associadas ao conceito de mérito e à busca de excelência, há também problemas graves com o conceito de diversidade.

“No curto e médio prazo as instituições estarão sujeitas a ventos e trovoadas, com muita turbulência. Os pilares da vida acadêmica estão solapados. Será necessário reinventar novas formas de convívio institucional para produzir qualidade. O que sabemos hoje sugere que os riscos de perda de qualidade, no curto prazo, e suas consequências são gigantescas, a longo prazo”, declara.

A falta de foco em crianças, alunos e funcionários agravada com a pandemia do Coronavírus mostra que está ficando mais difícil reter e compreender a informação. Segundo o neurologista francês Desmurget, esse novo fenômeno se deve em grande parte ao crescente uso de telinhas e celulares. Sendo assim, novas formas para suprir as consequentes carências dessa desatenção surgem, mas acabam deixando armadilhas para o aprendizado e o ensino no futuro.

De acordo com o professor, uma boa forma de não se perder totalmente no debate sobre meritocracia é analisar situações concretas, como na hora de entrar no avião ou na sala de cirurgia.

“Que critérios você considera mais relevantes para escolher seu piloto ou o seu cirurgião?”, provoca.

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