A agenda da educação

Quais propostas poderão romper o atraso na educação?

152

A agenda da educação não passa necessariamente pela necessidade de mais leis. Mas há um papel talvez mais importante para o Congresso Nacional: promover o debate e assegurar o espaço do contraditório. A longo prazo, ideias bem curtidas e destiladas podem contribuir para inspirar mudanças legislativas de impacto.

No último dia 6 de dezembro de 2022, o Profº João Batista Oliveira lançou o livro Propostas para Romper o Atraso na Educação (Arraes Editores Ltda).

O livro é dividido partes. Em uma delas, o professor apresenta e analisa os dados: redução da demanda devido à redução da taxa de natalidade, qualidade péssima, poucos e pífios avanços, custos subindo.

Em outra parte, há um diagnóstico: por que não conseguimos avançar?

E por fim, o livro apresenta uma análise de conceitos e ideias que sempre deram certo em educação, e sobre as quais existem evidências robustas. Contraponho essas ideias à maioria das ideias prevalentes sobre educação no Brasil e que, infelizmente, não se baseiam em evidências – e, por isso mesmo, não produzem resultados adequados. Essas ideias são capitaneadas pela obsessão do “mais”: a ideia de que mais dinheiro, mais escolas, mais vagas, mais tempo integral, mais legislação, mais conselhos, mais isso e mais aquilo vão melhorar a qualidade. Não aconteceu. Nem vai acontecer.

O livro aponta duas medidas que podem começar a melhorar as condições a longo prazo. Uma delas tem a ver com professores – as peças-chave da qualidade de qualquer sistema educacional. O desafio consiste em criar condições para atrair para o magistério mais pessoas com desempenho acadêmico comprovado. Tanto os governos estaduais quanto – e especialmente – o governo federal poderiam dar importantes passos nessa direção. Sem isso, não existe futuro para a educação.

Desenvolver políticas efetivas para a primeira infância seria outra medida de grande impacto para proteger e assegurar às crianças – principalmente às mais vulneráveis – condições minimamente adequadas nos primeiros dias de vida. Essas políticas se materializam nos municípios. Há muito que pode ser feito pelos prefeitos, governadores e pelo governo federal. E isso nada tem a ver com creches nem as substitui, mas pode dar resultados muito mais eficazes e com custos muito menores.

O leitor interessado encontrará mais detalhes no livro. Para isso, acesse aqui: https://loja.alfaebeto.org.br/produto/propostas-para-romper-o-atraso-na-educacao.html