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Lucas do Rio Verde (MT): êxito em meio às migrações

Conheça a história de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, e as práticas que estão transformando a educação do município. Lucas do Rio Verde e seu prefeito, Otaviano Olavo Pivetta, receberam Menção Honrosa do Prêmio Prefeito Nota  10, uma iniciativa pioneira do Instituto Alfa e Beto que visa identificar e premiar municípios com alto grau de municipalização de qualidade no Ensino Fundamental.

Confira:

Fundado há apenas 26 anos, Lucas do Rio Verde (MT) já se tornou o município com melhor desempenho em educação de todo o Centro-Oeste. Entre 2009 e 2013, o percentual de crianças com pon- tuação adequada na Prova Brasil passou de52%para68%no5oanoede16%para 31% no 9o ano. O avanço surpreende porque o município recebe um fluxo anual de migrantes que chega a quase 20% da sua população. Nos últimos 18 anos, o número de habitantes quintuplicou, passando de 12 mil para 65 mil.

Na cidade, que ganha um bairro novo ao ano, a rede de ensino tem crescimento anual de 500 alunos. Além desse enorme contingente de novos estudantes, a rede ainda enfrenta as transferências de centenas de outros alunos que, em função da colheita, num mesmo ano, alternam a moradia entre a cidade e a zona rural do município.

Nesse contexto, os avanços na educação só foram possíveis pela con- tinuidade administrativa dos últimos 18 anos, com o revezamento no poder de quatro prefeitos alinhados politicamen- te, e o estabelecimento de um currículo único para toda a rede, detalhando as diretrizes do MEC, e com a unificação dos materiais didáticos usados em todas as escolas.

“Isso facilitou muito a vida dos alunos que mudam de escola. Os conteúdos são dados mais ou menos ao mesmo tempo em todos os lugares, o que pos- sibilitou organizar as capacitações dos professores com foco no que vai ser trabalhado em sala”, diz a ex-secretária municipal de educação Solimara Moura, que ficou no cargo durante 15 anos.

Ela destaca que o processo de ela- boração do novo currículo foi um marco também porque a sua discussão envol- veu todos e acabou por se ampliar para os grandes problemas da rede. “Isso estreitou o relacionamento da Secreta- ria com as escolas, contribuindo para o diagnóstico dos problemas e o desenho de ações adequadas”, afirma Solimara.

Fruto disso foram, por exemplo, os cursos de pós-graduação em gestão para diretores, além de graduação em pedagogia para os professores, maior autonomia na gestão das verbas e planejamento coletivo global, em cada escola e cada classe e, em todos os níveis, com metas claras estabelecidas a partir de avaliações. Para lidar com os defasados e o enorme contingente que chega de outras redes às vezes sem saber ler no 5o ano, foram contratados professores para trabalhar as recuperações no contraturno.

O município também criou um plano de carreira para o magistério e, com ex- ceção dos substitutos, todos os profes- sores são efetivos. A avaliação externa dos alunos teve início em 2003 e desde então é usada para analisar resultados, traçar metas e rever ações. Ou seja, jun- to com a cobrança de resultados, vieram melhores condições de trabalho e apoio pedagógico consistente, o que facilitou o engajamento dos professores.

O investimento em recursos humanos, currículo e planejamento veio junto com a melhoria da infraestrutura das escolas. Projetadas para o con- forto térmico, têm quadras esportivas, laboratórios, abundância de materiais pedagógicos e paradidáticos e algumas até piscina. “Educação de qualidade é o maior legado que um gestor público pode deixar. É investimento que rende lucro social e desenvolvimento”, diz o prefeito Otaviano Pivetta.

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