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Simon Schwartzman no Estado de S. Paulo: o papel da educação e os protestos no Chile

Especialista elenca quatro grandes funções que a educação deveria desempenhar como contribuição para o progresso social de um país.

Em artigo publicado no dia 8 de novembro, no jornal O Estado de São Paulo, o sociólogo e especialista em educação Simon Schwartzman discute o papel da educação e também os protestos no Chile. Simon relembra o fato de que o Chile tem uma boa economia, que cresce e média 3% ao ano. Além disso, o país possui uma democracia estável e um histórico de investimento em áreas sociais. Porém, Simon alerta que o desemprego no país está em torno de 7% e a informalidade aumentou de alguns anos para cá.

Dessa forma, o especialista elencou quatro grandes funções que a educação deveria desempenhar como contribuição para o progresso social. São elas: o desenvolvimento da pessoa humana, o fortalecimento da cidadania, o desenvolvimento econômico e a equidade social. O sociólogo explica que “os dois últimos temas têm monopolizado a atenção de governantes e pesquisadores, mas os dois primeiros parecem ter caído no esquecimento. Agora que o foco na educação são as competências, que sentido tem ainda dizer que as escolas devem “formar” as pessoas, mens sana in corpore sano, como nos velhos tempos?”.

De acordo com o artigo, o Chile obteve importantes avanços na educação, mas o panorama ainda é alvo de desaprovação, principalmente quanto a questão do sistema de financiamento público: “Uma das críticas que se faz à educação no Chile é que a introdução de um amplo sistema de financiamento público à educação privada, através de vouchers, que hoje atende a mais da metade da matrícula, junto com a cobrança de anuidades das universidades públicas, teriam tornado o acesso à educação mais desigual”, explica.

Por fim, Simon vê semelhanças entre as manifestações no Chile e as que ocorreram em 2013 em todo o Brasil, com o mesmo sentimento de frustração e o não atendimento de demandas simples da sociedade, que foram se ampliando. Simon finaliza o artigo explicando que o país precisa tomar cuidado com o futuro: “No Chile, ainda há que se aguardar para ver quais serão as consequências, mas um claro risco é o rompimento do grande consenso construído entre o centro-esquerda e o centro-direita nos últimos 20 anos que parecia estar levando o país a um patamar de desenvolvimento inédito na região. Se assim for, a democracia sofre, perde legitimidade, e o futuro não se afigura promissor”, comenta.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

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