Os dramas do ensino médio

O Presidente da República sugere que a nova lei do ensino médio pode ser aprimorada com participação de alunos e professores. Desse mato não sai coelho.

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Os dramas do ensino médio

Em artigo publicado no Estadão em 05 de abril de 2023, o professor João Batista Araujo e Oliveira aponta que o ensino médio vive três grandes dramas: no Brasil, não conseguimos formular e implementar uma política adequada; a maioria dos alunos chega nessa fase com formação precária; e tudo isso ocorre a partir de ideias e políticas equivocadas que se apoiam em consenso.

Em muitos países, o ensino médio acadêmico é diversificado e há uma gama razoável de opções para os alunos. E aqui no Brasil? “Prevalece a ideia de que o ensino médio deve continuar atrelado ao superior, isto é, todos os alunos precisam seguir um mesmo currículo cujos conteúdos são aferidos pelo ENEM, que, por sua vez, é a chave de acesso à etapa superior. Com o ENEM, padronizamos o ensino médio e o pouco do ensino profissional existente ficou subordinado ao processo”, destaca o professor no texto.

“Não vigora no Brasil a ideia de que a formação profissional, requer ethos, cultura de formação. E nessa formação há espaço para o ensino de disciplinas básicas, mas de forma diferente do que se faz num curso acadêmico. Este desafio se torna ainda maior numa conjuntura de profundas mudanças tecnológicas e no mercado de trabalho”,  afirma o professor.

Leia na íntegra aqui: Os dramas do ensino médio