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Instituto Alfa e Beto lança centro de pesquisa e produção de conhecimento sobre educação

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O IDados atuará para realizar estudos, análises de dados e informações, bem como apontar evidências sobre a educação no País, o que permitirá o melhor conhecimento e interpretação da realidade do setor, com especial olhar sobre as questões que afetam a produtividade e a competitividade das empresas

 

O Instituto Alfa e Beto lançou, no início de novembro, em Brasília, uma iniciativa pioneira no País, fruto da experiência e conhecimento acumulados nos dez anos de atividades do Instituto. Trata-se do IDados, centro de pesquisas que traz o diferencial de transformar dados, estatísticas e informações em inteligência educacional, que servirão como base para a tomada de decisão, especialmente no âmbito empresarial.

O IDados atuará pautado em dados e evidências e propõe um trabalho sustentado em dois pilares – de um lado, o rigor na elaboração de pesquisas como subsídio para o relacionamento com a comunidade científica; e de outro, a clareza e objetividade para falar com o grande público. O objetivo é estreitar os laços entre os stakeholders do setor e a comunidade acadêmica, engajando todos na análise e busca de soluções para os problemas que afetam a qualidade e o desempenho da educação brasileira.

“Nosso foco está em utilizar estatísticas e pesquisas que impulsionem o debate e a reflexão sobre as transformações necessárias para os avanços na educação do País, considerando que o Brasil carece de subsídios e dados que permitam entender a realidade da área de educação”, afirma Paulo Rocha e Oliveira, matemático formado pela Princeton University, Ph.D pelo Massachusetts Institute of Technology e Senior Lecturer no IESE Business School-Barcelona, que preside o IDados. Sob a liderança de Oliveira está uma equipe formada por profissionais com backgrounds diversos, com forte foco na manipulação e análise de dados quantitativos, no campo da economia, estatística, inteligência artificial, engenharia e pesquisa operacional.

Áreas de interesse

A principal área de interesse do IDados é explorar a relação entre educação, produtividade e a competitividade das empresas que atuam no País. Ganharão expressão, portanto, pesquisas e estudos a serem empreendidos sobre questões como perfil educacional da mão de obra no Brasil, descompassos entre oferta e demanda de recursos humanos qualificados, perfil dos salários em função de anos de estudo, tipos de formação por setor, investimento em formação pelos indivíduos e empresas, entre outros.

Uma segunda área de atuação inclui temas, avaliações e indicadores relevantes da educação no Brasil como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), Prova Brasil, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), fluxo escolar, ENADE (Exame Nacional de Financiamento de Estudantes), financiamento da educação, transporte escolar, creche e pré-escola, bem como federalismo e municipalização, carreira dos professores, acesso e transição para o ensino superior, atitudes dos jovens com respeito à educação e a formação para o mercado de trabalho.

Forma de atuação

O IDados apontará evidências sobre a educação no País, usando como filtro o rigor metodológico desenvolvido por professores e pesquisadores da área, dentro e fora do Brasil. “Nosso desafio é identificar temas que sejam importantes para o futuro da educação brasileira. O centro de pesquisas fornecerá dados que vão permitir a empresários, jornalistas, gestores públicos e demais interessados no tema interpretar e entender os diferentes aspectos de medidas que são tomadas para melhorar o sistema educacional”, explica Paulo Oliveira.

O Instituto realizará pesquisas acadêmicas, a serem publicadas em periódicos especializados, no Brasil e exterior, editando boletins temáticos sobre os resultados obtidos, bem como manterá presença nos congressos setoriais relevantes no circuito acadêmico mundial.

Boletim IDdados da Educação

O primeiro número do Boletim IDados da Educação, com periodicidade mensal, foi lançado no IX Seminário do Instituto Alfa e Beto, em 4 de novembro, em Brasília. Sob o título “Esclarecendo o Ideb”, o material está disponível para download no site IDados.alfaebeto.org.br. O segundo número abordará o ENEM e o terceiro, a Prova Brasil.

No boletim de lançamento, a reflexão está voltada para o IDEB, indicador utilizado para monitorar e medir os avanços na qualidade do Ensino Fundamental e Médio no País. Entre os principais objetivos do material estão contribuir para que o significado do indicador se torne mais claro e transparente; tornar mais claras as informações que ele agrega; evidenciar fragilidades; ampliar a exposição do comportamento da trajetória da qualidade educacional. O IDados pretende, acima de tudo, estimular, alimentar e aprofundar o debate sobre a qualidade da educação no Brasil.

Os dados analisados foram coletados no site do MEC/Inep e limitados ao Ensino Fundamental e às redes municipais e estaduais. O boletim está dividido em sete partes: nas seis primeiras, um aspecto do IDEB é explicado e refletido criticamente. A última parte apresenta uma série de questões levantadas ao longo do texto, com o objetivo de suscitar debates pela comunidade empresarial, acadêmica, mídia e a sociedade em geral.

São questões ligadas às implicações do uso do IDEB como métrica de avaliação de educação para a tomada de decisões, sejam elas no âmbito público ou privado. Questões que se pautam pela maneira como o indicador foi formatado: utiliza a taxa de aprovação nas escolas e as relaciona com o desempenho na Prova Brasil. O material traz, por exemplo, as curvas isométricas que representam os diversos níveis do IDEB, as metas IDEB no Brasil, bem como Prova Brasil e taxa de aprovação, e a evolução do indicador, nos anos iniciais e finais, redes municipais e estaduais.

A partir de uma análise dos gráficos, é possível questionar, por exemplo, se o IDEB está melhorando porque as redes estão aprovando mais alunos ou a qualidade dos alunos na Prova Brasil é que está melhorando. Além disso, dois municípios com o mesmo IDEB possuem a mesma qualidade? Para Paulo Oliveira, é preciso ter um olhar cuidadoso, analítico e aprofundado das informações do IDEB de cada rede de ensino municipal. “Quem toma decisão com base nesse indicador, normalmente pensa em um ciclo de quatro anos. Quais são as consequências e implicações disso para uma decisão com base em uma métrica de longo prazo?”, questiona o presidente do IDados.

Em linha com essa premissa, a proposta do Boletim IDados da Educação é apresentar uma análise e analogia com referências do universo dos negócios para a educação. “Nesse aspecto, o IDEB é a multiplicação de duas métricas distintas e queremos levantar questões a esse respeito”, explica Paulo Oliveira. “Nosso objetivo não é oferecer opiniões, mas, sim, material para que pessoas interessadas em melhorar a educação no Brasil possam analisar os dados antes de decidir como atuar. Nosso trabalho é fornecer os dados para que as pessoas tirem suas próprias conclusões e propor temas para qualificar e aprofundar o debate sobre a educação no País.”

Parcerias internacionais e blog

O IDados se beneficiará de parcerias e iniciativas como as já existentes com instituições nos Estados Unidos, Chile, Europa e Índia. Entre os destaques, está o IESE Business School, instituição espanhola especializada em gestão e negócios, vinculada à Universidade de Navarra e que figura entre os dez melhores cursos de MBA do mundo, de acordo com o Global MBA Ranking 2015 do Financial Times. A parceria com o IESE deverá ser anunciada em 2016, durante o X Seminário Internacional do IAB, que terá como tema produtividade e competitividade. Além disso, está em fase de consolidação a parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Também será editado também um blog, com atualização semanal, a partir dos temas do Boletim IDados da Educação, bem como pesquisas acadêmicas periódicas produzidas no Brasil e com os parceiros internacionais. Por meio do IDados, também serão organizados eventos de apoio acadêmico ao Instituto Alfa e Beto, além do apoio a jornalistas interessados na divulgação de dados sobre educação no Brasil.

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