Folha de S. Paulo publica artigos que debatem a priorização do método fônico de alfabetização na rede pública de ensino

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Doze momentos do Instituto Alfa e Beto em 2015

Introdução

A Folha de S. Paulo, em sua edição do dia 30 de março, na página de Opinião (Tendências/Debates), publicou dois artigos que respondem à pergunta “A rede pública de ensino deve priorizar o método fônico de alfabetização?”

 Contexto da Publicação

Um dos artigos foi escrito por João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, e o outro por Alessio Costa Lima, presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

 Reconhecendo o Desafio

Parabenizamos a Folha de S. Paulo pela iniciativa de estimular o debate público sobre um tema essencial para a educação brasileira, como o método de Alfabetização. Abaixo, reproduzimos o artigo do presidente do Instituto Alfa e Beto.

 Alfabetização com Método

João Batista Oliveira

A maioria das escolas brasileiras não consegue alfabetizar seus alunos. Enquanto alguns se alfabetizam, a maioria fica à margem. Os entendidos concordam que o problema da alfabetização – como os problemas do ensino – não se limita a um fator específico, como salários, professores, materiais ou métodos. No caso da alfabetização, a questão do método é importante e tem sido alvo de intensos arroubos e destemperos verbais. Três grupos divergem em aspectos importantes da questão.

 Grupo Baseado em Evidências

Em primeiro lugar, pesquisadores e profissionais trabalham com base em evidências acumuladas sob o guarda-chuva da “Ciência Cognitiva da Leitura”.

 Grupo do Ensino Contextualizado

Por outro lado, educadores e especialistas em estudos da língua advogam o ensino contextualizado da alfabetização.

 Grupo do Ignorar das Evidências

Por fim, há pessoas e instituições que compartilham a visão teórica do segundo grupo, mas ignoram as evidências científicas sobre a importância do método fônico.

 Analogia com o Balé

Para ilustrar, podemos comparar o ensino da alfabetização ao aprendizado do balé.

 Ciência Cognitiva da Leitura vs. Resistência Educacional

A Ciência Cognitiva da Leitura propõe isso, enquanto nossos educadores resistem. Para eles, importa a teoria, não as evidências. No entanto, é crucial considerar os resultados empíricos ao discutir e implementar práticas de ensino, especialmente em uma área tão fundamental como a alfabetização. Vamos garantir que a abordagem adotada seja baseada em dados concretos e resultados comprovados para promover a eficácia do processo de alfabetização.

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