Reconhecimento estadual evidencia o impacto da formação estruturada e do Programa Alfa e Beto na alfabetização no Maranhão
No Colégio Frei Germano de Cedrate, em Trizidela do Vale (MA), o som das palavras ecoa pelos corredores. Na sala do 2º ano, crianças leem em voz alta, soletram palavras e comemoram cada conquista. À frente da turma está a professora Érika Leite, acompanhando atentamente cada avanço.
Após 25 anos de dedicação ao magistério, Érika recebeu reconhecimento estadual ao ser premiada pelo Pacto pela Aprendizagem, programa do Governo do Maranhão que busca garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental.
A premiação é baseada no Índice de Alfabetização com Equidade (IAE), calculado pelo Sistema Estadual de Avaliação do Maranhão (Seama), que considera tanto a proficiência quanto a equidade entre os estudantes. A turma da professora alcançou o maior índice dentro dos critérios avaliados.
UMA TRAJETÓRIA MARCADA PELA VOCAÇÃO
Filha, irmã e sobrinha de educadores, Érika cresceu em um ambiente onde ensinar era parte da rotina familiar. Iniciou sua carreira como auxiliar na educação infantil, atuou em escolas particulares e, posteriormente, ingressou na rede pública de Trizidela do Vale por meio de concurso.
Hoje, afirma que alfabetizar é mais do que profissão:
“Alfabetizar não é fácil, é desafiador. Mas quando você faz com amor e dedicação, tudo flui. Estou muito feliz com essa conquista, que na verdade é coletiva. Ver que 90,87% das crianças estão alfabetizadas é algo muito marcante para nós, professores.”
Para ela, cada aluno que aprende a ler representa a abertura de um novo caminho.
“Não é apenas uma carreira. É algo que transforma vidas. Cada criança que aprende a ler passa a interpretar o mundo com mais autonomia.”
O IMPACTO DO PROGRAMA ALFA E BETO NA FORMAÇÃO DE LEITORES
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho da turma está a aplicação do Programa Alfa e Beto, do Instituto Alfa e Beto (IAB), adotado pelo município há três anos.
Segundo a professora, o programa oferece:
- materiais estruturados para alfabetização;
- formação continuada para professores;
- avaliações diagnósticas;
- acompanhamento da fluência leitora e da compreensão textual.
“O Alfa e Beto é um programa completo. Ele permite identificar dificuldades, medir fluência e trabalhar não apenas a decodificação, mas a compreensão do texto. Isso faz toda a diferença no 2º ano”, explica Érika.
O monitoramento contínuo possibilita intervenções mais precisas e prepara os alunos para avaliações municipais e estaduais, fortalecendo a base da alfabetização.
RECONHECIMENTO QUE É COLETIVO
Embora o prêmio tenha sido concedido individualmente, Érika destaca que o resultado é fruto de um esforço coletivo.
“Cada professor, gestor e colega contribui para que a alfabetização seja efetiva. Alfabetizar envolve muitas mãos.”
O desempenho da turma também reflete o trabalho estruturado da rede municipal, que alia método, acompanhamento pedagógico e políticas educacionais voltadas para a aprendizagem na idade certa.
ALFABETIZAR É ABRIR PORTAS
Para a professora, o maior reconhecimento não está nos índices, mas nas transformações que presencia diariamente.
“O que me motiva é ver uma criança descobrir a leitura e perceber que é capaz. Esse é o real efeito da minha missão: transformar vidas por meio da educação.”
A história de Érika Leite reforça um princípio central defendido pelo Instituto Alfa e Beto: alfabetizar com método, acompanhamento e base científica é o caminho para garantir que cada criança desenvolva plenamente seu potencial.
Em Trizidela do Vale, cada novo leitor confirma que alfabetizar é, de fato, transformar.
Equipe IAB de Comunicação














