Em artigo publicado no jornal O Tempo, o jornalista Gabriel Azevedo analisa o cenário da educação pública em Minas Gerais e chama atenção para o que define como uma “janela de oportunidade”. Segundo o autor, o momento atual exige decisões estruturantes para garantir que os alunos não apenas estejam matriculados, mas aprendam de fato ao longo da trajetória escolar.
O texto destaca que o principal desafio educacional deixou de ser o acesso à escola e passou a ser a qualidade da aprendizagem, especialmente nos anos iniciais da escolarização, etapa decisiva para o desenvolvimento educacional dos estudantes. Dados de avaliações nacionais citados pelo autor indicam estagnação ou queda no desempenho, mesmo em um contexto de aumento de investimentos e reorganização das redes de ensino.
A mensagem central é clara: adiar decisões pedagógicas consistentes amplia desigualdades e compromete o futuro de uma geração.
ALFABETIZAÇÃO, GESTÃO E DADOS: PILARES DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS EFICAZES
No artigo, o autor aponta que políticas educacionais capazes de gerar impacto precisam estar ancoradas em alguns pilares fundamentais:
- alfabetização sólida, garantida nos primeiros anos;
- gestão escolar orientada por resultados;
- apoio estruturado ao professor;
- uso qualificado de dados e avaliações educacionais.
Segundo a análise, é esse conjunto — e não ações pontuais ou isoladas — que permite transformar o sistema educacional de forma consistente no médio e longo prazo.
COMENTÁRIO EDITORIAL – INSTITUTO ALFA E BETO
A reflexão apresentada no artigo converge com princípios defendidos pelo Instituto Alfa e Beto (IAB) há décadas. A experiência acumulada em redes públicas demonstra que a aprendizagem não acontece por acaso: ela é resultado de decisões educacionais baseadas em evidências científicas, métodos claros, formação continuada de professores e acompanhamento sistemático do que ocorre na sala de aula.
Quando o autor destaca a urgência do momento, reforça um ponto central para o IAB: o tempo importa. Garantir a alfabetização nos primeiros anos reduz desigualdades, evita a acumulação de defasagens e amplia as chances de sucesso ao longo da trajetória escolar. Por outro lado, adiar decisões estruturantes transfere o custo do fracasso para os anos seguintes, tornando os processos de recuperação mais complexos e mais onerosos para as redes públicas.
A experiência prática confirma essa visão. Municípios como Sobral (CE), Teresina (PI) e Coruripe (AL), que avançaram de forma consistente nos indicadores educacionais, contam com o Instituto Alfa e Beto como parceiro em suas políticas de alfabetização e gestão pedagógica. Esses casos demonstram que políticas educacionais sustentadas por ciência, método e gestão produzem resultados concretos quando implementadas com continuidade e foco na aprendizagem do aluno.
Para o Instituto Alfa e Beto, transformar a chamada “janela de oportunidade” em avanço real exige políticas públicas consistentes e de longo prazo, que coloquem o aluno no centro das decisões e utilizem a ciência e a gestão como instrumentos a serviço da aprendizagem. É esse caminho que permite sair do debate abstrato e avançar para resultados mensuráveis, sustentáveis e socialmente relevantes na educação pública.
Equipe IAB Comunicação














