O excesso de telas na infância é um tema cada vez mais presente no cotidiano das famílias. Dados da pesquisa Panorama da Primeira Infância, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em parceria com o Datafolha, mostram que 94% das crianças de 4 a 6 anos usam telas diariamente, assim como 78% das crianças de até 3 anos.
Durante as férias, esse uso tende a aumentar — e o período se torna uma oportunidade estratégica para refletir sobre o equilíbrio digital e fortalecer experiências essenciais ao desenvolvimento infantil, como o brincar, a leitura, a conversa e o convívio familiar.
O PAPEL DO EQUILÍBRIO DIGITAL NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
A tecnologia pode ser uma aliada da aprendizagem quando usada de forma consciente. No entanto, na primeira infância, o desenvolvimento cognitivo, linguístico e emocional depende fortemente de experiências concretas e da interação humana.
Iniciativas como “Férias sem telas” propõem justamente esse equilíbrio: não eliminar a tecnologia, mas reduzir seu uso para abrir espaço a vivências que estimulam atenção, linguagem, imaginação e vínculos afetivos.
A VISÃO DO INSTITUTO ALFA E BETO
A atuação do Instituto Alfa e Beto (IAB), baseada em evidências científicas, reforça que a aprendizagem acontece de forma mais profunda quando há mediação humana qualificada. Dispositivos digitais só produzem impacto positivo quando integrados a um currículo estruturado e acompanhados por adultos — professores ou familiares — preparados para orientar esse uso. www.alfaebeto.org.br
Por isso, a leitura compartilhada, as brincadeiras simbólicas e as conversas em família continuam sendo pilares fundamentais para o processo de alfabetização e para o desenvolvimento integral da criança.
FÉRIAS COM SENTIDO: ATIVIDADES ALÉM DAS TELAS
Mais do que retirar as telas, é fundamental preencher o tempo das crianças com experiências significativas. Brincar, ouvir histórias, criar, desenhar e conversar são práticas simples que fortalecem a linguagem, a imaginação e o vínculo afetivo.
O Instituto Alfa e Beto oferece materiais que apoiam famílias e educadores nesse processo, sempre com um princípio central: é a presença do adulto, mediando e participando, que transforma o momento em aprendizagem.
As férias podem — e devem — ser um tempo de descanso, afeto e descobertas. Longe do excesso de telas, a infância encontra mais espaço para aprender.
Equipe de Comunicação IAB













