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O TEMPO IDEAL DE LEITURA NAS FÉRIAS: A CIÊNCIA CONTRA A PERDA DE APRENDIZADO

As férias escolares são um período esperado pelas crianças — e, muitas vezes, um momento de preocupação para as famílias. A dúvida é comum: será que a pausa prolongada pode comprometer o que foi aprendido ao longo do ano letivo? A ciência confirma que sim. Esse fenômeno tem nome: summer slide, ou perda de aprendizado durante longos períodos sem estímulo acadêmico.
O tempo ideal de leitura nas férias

As férias escolares são um período esperado pelas crianças — e, muitas vezes, um momento de preocupação para as famílias. A dúvida é comum: será que a pausa prolongada pode comprometer o que foi aprendido ao longo do ano letivo?

A ciência confirma que sim. Esse fenômeno tem nome: summer slide, ou perda de aprendizado durante longos períodos sem estímulo acadêmico.

Estudos recentes de instituições como a Northwest Evaluation Association (NWEA) indicam que crianças podem perder até 20% da proficiência em leitura e até 30% em matemática durante as férias, especialmente quando não há nenhum contato regular com atividades cognitivas.

A boa notícia é que evitar essa perda não exige grandes esforços.

A CIÊNCIA RESPONDE: 15 A 20 MINUTOS DE LEITURA POR DIA

Pesquisas em Ciência Cognitiva da Leitura mostram que 15 a 20 minutos diários de leitura são suficientes para manter a fluência leitora e proteger a criança contra a perda de aprendizado nas férias.

O fator decisivo não é a quantidade de tempo, mas a consistência. Meta-análises sobre intervenções de leitura no período de férias indicam que o contato diário com o texto, mesmo por poucos minutos, é o que garante a manutenção das habilidades adquiridas.

O Instituto Alfa e Beto (IAB), referência em educação baseada em evidências científicas, reforça esse princípio: durante as férias, o foco deve ser a fluência de leitura — a capacidade de ler com precisão, velocidade e entonação adequada.

Quando a criança deixa de praticar essa habilidade, passa a gastar energia apenas decodificando palavras, o que compromete a compreensão do texto.

LEITURA PRAZEROSA: A ESTRATÉGIA MAIS EFICAZ CONTRA O “SUMMER SLIDE”

A leitura voluntária e prazerosa é considerada a estratégia mais eficaz para evitar o desaprendizado. Ao dissociar a leitura da obrigação escolar e transformá-la em um momento leve, afetivo e cotidiano, o cérebro continua ativo sem gerar resistência.

Ler nas férias não é “estudar”, é manter viva a relação com o texto.

O QUE LER NAS FÉRIAS: A ESCOLHA DO MATERIAL FAZ DIFERENÇA

Se o tempo é curto, o material precisa ser bem escolhido. Para que os 15 a 20 minutos diários sejam realmente eficazes, o IAB recomenda recursos desenvolvidos especificamente para consolidar a alfabetização e a fluência leitora.

Entre eles:

  • Coleção Minilivros: 110 títulos curtos e decodificáveis que permitem à criança ler sozinha, fortalecendo autonomia e fluência.
  • Coleção Destrava-Língua: atividades lúdicas que desenvolvem consciência fonológica e articulação, fundamentais para a precisão da leitura.
  • Alfa e Beto na TV: recurso digital gratuito que revisa conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática de forma leve e interativa.

ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA FAMÍLIAS COM POUCO TEMPO

Para muitas famílias, o desafio não é a intenção, mas a rotina. A boa notícia é que 15 a 20 minutos cabem facilmente em pequenos intervalos do dia.

Algumas estratégias eficazes:

  • Ritual da noite: trocar 15 minutos de tela antes de dormir por leitura.
  • Regra dos 20 minutos: a leitura funciona como “ponte” para outra atividade prazerosa.
  • Leitura compartilhada: ler em voz alta ou revezar parágrafos fortalece o vínculo afetivo.
  • Material acessível: deixar livros visíveis aumenta a leitura espontânea.

Como destaca o fundador do IAB, João Batista Araujo e Oliveira, a leitura em casa não é lição de casa:

“É estímulo, afeto e parceria entre família e escola.”

CONSISTÊNCIA: O VERDADEIRO INVESTIMENTO NAS FÉRIAS

As férias não precisam representar uma pausa no desenvolvimento cognitivo. Quinze a vinte minutos diários de leitura, com materiais adequados e baseados na ciência, são suficientes para preservar a fluência leitora, o vocabulário e a segurança da criança ao retornar às aulas.

Mais do que quantidade, é a regularidade que protege o aprendizado — e transforma as férias em um período de consolidação, não de retrocesso. Para saber mais clique aqui.

 

Equipe IAB Comunicação

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