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IV Seminário Internacional IAB

Educação Infantil: evidências científicas sobre melhores práticas

IV Seminário Internacional IAB

Esse foi o terceiro Seminário promovido pelo Instituto Alfa e Beto sobre Educação Infantil. O primeiro seminário abordou o tema das políticas públicas, o segundo, a questão da leitura. Neste seminário abordamos com maior detalhe o cerne da Educação Infantil: o que faz diferença na interação entre adultos e crianças. Os artigos apresentados no seminário respondem às seguintes perguntas:

A Educação Infantil faz diferença no desenvolvimento infantil? Para que público? Creches e pré-escolas impactam o desenvolvimento da criança de forma igual? Faz diferença quando a criança começa a frequentar uma instituição de Educação Infantil? Frequentar uma creche em tempo integral ou tempo parcial faz diferença? E quando os pais educam os próprios filhos em casa? O que é considerado “qualidade” em Educação Infantil? Como se avalia isso?

Os estímulos e experiências que a criança vivencia nos primeiros anos de vida, especialmente nos três primeiros, predizem fortemente como ela irá se ajustar às demandas da escola e da vida. De longe, o papel dos pais – especialmente das mães – é o mais importante e o que deixa marcas mais profundas. Creches e pré-escolas podem fazer diferença. Mas isso não é automático. Para fazer diferença, especialmente para as crianças oriundas de famílias de nível socioeconômico mais baixo, é preciso muita qualidade. Para que haja qualidade é necessário haver uma alta relação entre adulto e crianças e um adulto capaz de fazer interações estimulantes. E é essencial que as instituições sejam capazes de interagir produtivamente com as famílias.

Especialistas de quatro países reviram as evidências científicas mais recentes sobre o impacto de projetos e intervenções. Examinaram a importância de variáveis como época de entrada, duração e intensidade das intervenções e a estabilidade dos cuidadores ao longo do tempo. Examinaram também as variáveis que explicam o sucesso de algumas intervenções e discutiram evidências nas áreas cognitiva (linguagem e matemática) e emocional, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento das funções executivas relacionadas com autorregulação, autocontrole, atenção, etc.

Esses são os dois conjuntos de habilidades mais importantes para assegurar um desenvolvimento equilibrado e a igualdade de oportunidades para que a criança chegue aos seis anos em condições de obter sucesso escolar.

 

Leia a seguir a publicação que sintetiza os temas discutidos neste Seminário. Para fazer o download do livro digital, clique aqui.

Palestrantes

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Jacqueline Barnes

Universidade de Londres

Professora de Psicologia em Birkbeck – Universidade de Londres, no Instituto para o Estudo de Crianças, Famílias e Questões Sociais. Foi docente e pesquisadora nos Estados Unidos e no Reino Unido. Seus atuais interesses de pesquisa são: avaliação de programas de intervenção na primeira infância relacionados com a saúde e desenvolvimento das crianças e à paternidade; características da comunidade e vizinhança em sua relação com o funcionamento da família e das crianças, e uso e impacto da atenção à criança na primeira infância. Barnes foi uma das diretoras do National Evaluation of Sure Start, dirigiu um estudo randomizado (Right from the Start) para avaliar um programa de visitas domiciliares voluntárias para mães e bebês recém-nascidos. Dirigiu também a avaliação formativa da implementação do Programa de Parceria Nurse-Family em 10 locais-piloto na Inglaterra.

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Kaspar Burger

Universidade de Zurique

Cientista social da Universidade de Zurique, na Suíça, realiza pesquisas sobre os cuidados e educação na primeira infância e igualdade de oportunidades educacionais. Colaborou com vários projetos de pesquisa e foi palestrante na Universidade de Fribourg e do Teachers Training College Fribourg. Como bolsista da Swiss National Science Foundation, desenvolveu pesquisas na Universidade Sorbonne Paris IV e no Maryland College Park, nos Estados Unidos. É diretor do Centro de Pesquisas em Educação na Primeira Infância (ZeFF) e assistente de ensino de doutorado no Departamento de Educação da Universidade de Fribourg, na Suíça. Sua pesquisa mais recente engloba análises empíricas em sociologia da educação, bem como estudos comparativos sistemáticos nas trajetórias históricas de cuidados e educação na primeira infância em diversos países.

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Michel Fayol

Universidade Blaise Pascal

Antigo docente, é professor emérito da Universidade Blaise Pascal de Clermont-Ferrand, França. Criou e dirigiu várias pesquisas em psicologia cognitiva. Foi responsável por programas na Agência de Pesquisa francesa responsável pelo financiamento de pesquisas contratadas, onde cuidava da Ciência Cognitiva. Suas pesquisas focam-se na aprendizagem, em especial à relativa aos sistemas de escrita: leitura, produção escrita, numeramento. Voltou-se particularmente para a produção do relato de crianças de 4 a 12 anos, à produção ortográfica das palavras e frases e à aprendizagem do número, do cálculo e da resolução de problemas. Publicou vários livros, entre os quais Orthographier (2008) e L’Acquisition du nombre (2012), além de diversos artigos e capítulos de livros.

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Adele Diamond

Universidade de British Columbia

Professora Titular e Pesquisadora Neurociência Cognitiva do Desenvolvimento da Universidade de British Columbia, Vancouver, Canadá. É bacharel pela Swarthmore College Phi Beta Kappa (em Sociologia-Antropologia e Psicologia) e Ph.D. por Harvard (em Psicologia do Desenvolvimento). Foi fellow de pós-doutorado em neuroanatomia na Universidade de Yale Medical School. Especialista em dois campos, psicologia e neurociência, a Dra. Diamond está na vanguarda da pesquisa sobre as habilidades humanas mais complexas (chamadas genericamente de “funções executivas”, que incluem a atenção, autocontrole e raciocínio). Seu trabalho mudou o tratamento médico para PKU (fenilcetonúria) e o tipo desatento de TDAH. Ela mostrou que as funções executivas podem ser melhoradas por não especialistas, mesmo em crianças pequenas, sem equipamentos caros. Recentemente a Dra. Diamond voltou sua atenção para as possíveis funções da brincadeira, dança, música e contação de histórias, para o desenvolvimento das funções executivas, resultados acadêmicos e a saúde mental.

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